12/08/2021
labribeiro
Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum no Brasil e tem levado muitas pessoas a dormirem cada vez menos. A prática é conhecida como “privação do sono” e ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita.
Ter uma boa noite de sono é fundamental para ter mais qualidade de vida. Do sono dependem processos cognitivos, regulações metabólicas, cardiovasculares, reparação dos tecidos, restauração da energia, além do reforço do sistema imunológico. Por isso é importante ficar atento aos sinais da privação do sono que muitas vezes podem ser difíceis de serem percebidos.
Diversas condições podem levar a alterações que prejudicam o sono, desde doenças neurológicas, psiquiátricas, respiratórias, ou, simplesmente, por maus hábitos que desregulam o “relógio biológico” do sono. Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja dormindo pouco e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono, como: sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade.
Confira agora 6 consequência da privação do sono:
1. Cansaço e fadiga
Sonolência, cansaço e perda da disposição são os primeiros sintomas da falta de uma boa noite de sono, pois é durante o repouso, sobretudo nas fases mais profundas do sono, que o corpo consegue recuperar as energias.
2. Falhas na memória e atenção
É durante o sono que o cérebro consegue consolidar as memórias e renovar o desempenho cognitivo, permitindo uma maior capacidade de concentração, atenção e desempenho das funções.
A privação do sono prejudica a produção de células de defesa do organismo, tornando o sistema imunológico enfraquecido e menos eficaz no combate a infecções.
A privação do sono pode proporcionar uma instabilidade emocional, assim, as pessoas apresentam-se mais irritadas, tristes ou impacientes. Quando o pouco sono torna-se crônico, a pessoa fica mais predisposta a apresentar tristeza e sofrer de ansiedade e depressão.
Dormir menos de 6 horas por dia pode favorecer o surgimento de pressão alta, pois durante o sono há um período de descanso do sistema cardiovascular, com diminuição da pressão e dos batimentos cardíacos. além disso, a falta de sono pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
A relação adequada entre o sono e a vigília, que é período em que se mantém acordado, é fundamentação para uma produção regularizada de hormônios do organismo.
Assim, hormônios como melatonina, hormônio do crescimento, adrenalina e TSH estão muito relacionados com a existência de um sono adequado, por isso, a privação do sono, especialmente de forma crônica, pode provocar consequências como atraso do crescimento, dificuldades para o ganho de massa muscular, alterações tireoidianas ou fadiga, por exemplo.
A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente.
Cuidar do seu sono é cuidar da sua saúde.
Fontes:
TUA SAÚDE
VIDA SAUDÁVEL