29/01/2021
labribeiro
O mapeamento genético dá oportunidade às pessoas de entenderem se possuem risco de desenvolver câncer baseado no histórico familiar devido a uma mutação genética herdada, o chamado câncer hereditário.
Isso é possível através da procura de mudanças específicas em seus genes, cromossomos, ou proteínas. Estas mudanças são chamadas mutações. O mapeamento é realizado por meio de testes genéticos que estão disponíveis para mama, ovário, cólon, tireóide, próstata e alguns outros tipos de câncer. Os testes genéticos podem ajudar em toda a Jornada do Paciente, da prevenção ao tratamento.
Não, o mapeamento genético é indicado para algumas pessoas. Em cerca de 10% dos tipos de câncer a causa é hereditária, ou seja, passa de geração para geração. A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) recomenda considerar os testes genéticos nos seguintes casos: se você tem uma história pessoal ou familiar que sugere uma causa genética de câncer. Por exemplo: de mãe para filha.
O teste pode mostrar claramente uma alteração genética específica e os resultados podem ajudar no diagnóstico ou no tratamento de acordo com a condição genética ou câncer. Por exemplo, você pode escolher medidas para reduzir o risco de ter câncer como cirurgia, medicação, triagem frequente ou mudanças de estilo de vida.
Preferencialmente sim. É muito importante que haja o aconselhamento genético – equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos e enfermeiros que auxiliarão em toda esta jornada, pois os testes genéticos têm limitações e implicações emocionais. Depressão, ansiedade, culpa são sentimentos que poderão aparecer. Um resultado positivo significa que existe uma mutação genética. Este resultado pode trazer emoções difíceis. Algumas pessoas podem pensar em si mesmos como doentes, mesmo que nunca desenvolvam o câncer. Outros podem sentir culpa se os membros da família têm uma mutação.
Tensão familiar. Uma pessoa pode se sentir responsável por dizer aos membros da família sobre os resultados dos testes. Esta informação pode complicar a dinâmica familiar.
Por isso, é essencial conversar com a família e decidir a realização de um teste genético junto ao seu médico, pois o teste não traz benefício para todos e os resultados e condutas a se tomar após o resultado devem ser acompanhadas pelo médico e profissionais de saúde especializados.
FONTE: Lado a Lado Pela Vida