29/06/2021
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Quais exames gestacionais são solicitados no 1º trimestre da gravidez?
Os exames do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a 13ª semana de gestação. O objetivo é avaliar a saúde da gestante e verificar se há risco da mãe passar algumas doenças para o bebê. Além disso, esses exames também ajudam a identificar malformações e possíveis riscos de aborto espontâneo.
É importante que esses exames sejam feitos de acordo com a recomendação do ginecologista pois, assim, é possível garantir que a gravidez seja saudável. Veja quais são os exames gestacionais do primeiro semestre:
Exame Ginecológico
Assim como os exames de rotina, o exame ginecológico é realizado logo na primeira consulta do pré-natal como objetivo de prevenção ou detecção precoce de doenças pré existentes nas mães, ou que podem surgir durante a gravidez na região íntima da mulher com sinais de infecção ou inflamação na região genital. Isso porque, algumas doenças como candidíase, inflamações vaginais e câncer de colo do útero, por exemplo, quando não identificadas e tratadas podem influenciar no desenvolvimento do bebê.
Exames de Sangue
Alguns exames de sangue podem ser recomendados pelo médico no primeiro trimestre de gravidez, sendo eles:
● Hemograma completo: para verificar se há alguma infecção ou anemia;
● Tipo sanguíneo e fator Rh: Importante quando o fator Rh dos pais é diferente, ou seja, quando um dos pais é positivo e outro é negativo;
● VDRL: para verificar se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível que, se não for devidamente tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo;
● HIV: para identificar o vírus HIV que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas;
● Hepatite B e C: para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus;
● Tireoide: para avaliar o funcionamento da tireoide, os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo;
● Glicose: para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional;
● Toxoplasmose: para verificar se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, o qual pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação;
● Rubéola: para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro;
● Citomegalovírus ou CMV: para diagnosticar a infecção pelo citomegalovírus, que quando não é devidamente tratada pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.
Exame de Urina
O exame de urina, também chamado de EAS, é um teste laboratorial que analisa, de forma microscópica, as células, bactérias e cristais eventualmente presentes na urina no primeiro trimestre de gestação. É um procedimento indolor e de fácil coleta que fornece informações sobre doenças como infecções urinárias, problemas nos rins, entre outros.
Exame de Fezes
O exame de fezes é um exame de rotina muito comum. A partir de uma pequena amostra coletada pelo paciente, o laboratório identifica a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, a anemia.
Ultrassom
O primeiro exame de imagem, também chamado Ultrassonografia obstétrica transvaginal, normalmente é realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação para o acompanhamento da mãe e do bebê. Nele é possível verificar que o bebê está mesmo no útero e não nas trompas, além de verificar o tempo de gestação e calcular a data prevista do parto. Esse ultrassom também pode ser feito para verificar a frequência cardíaca do bebê e saber se são gêmeos, por exemplo.
Já na Ultrassonografia morfológica, feita entre a 11ª semana e 3 dias a 13ª semana e 6 dias é possível fazer a medida da translucência nucal, que é importante para avaliar o risco do bebê ter alguma alteração genética como por exemplo a Síndrome de Down.
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Fonte:
TUA SAÚDE
NILO FRANTZ